Começa a
correria dos brinquedos. Todos pulando dentro das caixas, subindo na estante,
entrando dentro das gavetas, e Chuvisco ali, no meio daquele fuzuê todo sem
saber pra onde ir.
Tufilo grita:
“Corra piloto, se esconda!".
Mas Chuvisco não
sabe nem em que direção correr. Ele
começa a ouvir som de passos do lado de fora do quarto. O som se aproxima cada
vez mais, da porta do quarto. Ali, estatelado, o piloto continua sem tomar
nenhuma atitude. Parece que dessa vez não tem jeito. É o seu fim.
A maçaneta da
porta começa a girar, quando a joaninha Tufilo alça vôo e rapidamente pega
Chuvisco pela cabeça. Voando desgovernadamente, eles caem dentro do cesto de
roupas sujas, no mesmo instante em que a porta se abre.
Entram no quarto
o pai e o menino.
A criança deita
na cama, o adulto a cobre com uma colcha de estrelinhas, dá-lhe um beijo na
testa e sai do quarto, deixando o menino dormindo.
Dentro do cesto
de roupas sujas, Chuvisco e Tufilo se embolam entre muitas meias com cheiro de
queijo.
- Minha nossa! O
que esse pequeno humano tem nos pés??? - fala apavorado o apontador joaninha. -
Até parece que ele lava os pés com baba de camelo!!! Coff, Coff!!!
- Obrigado por
me salvar Tufilo. Se não fosse por você, não sei o que teria acontecido
comigo!!!
- Não agradeça
amigo. Sei que você faria o mesmo por mim! E se não o faria, agora terá que de
fazer, porque você agora me deve isso! -fala Tufilo, em tom de brincadeira.
Enquanto a
joaninha fala, Chuvisco começa a sair de dentro do cesto de roupas sujas.
Tufilo fala tanto, que nem repara no piloto:
- ... então,
sendo assim, você agora precisa me proteger. Se por acaso o “Monstro da Noite”
aparecer, é dever seu tomar conta de mim, ainda mais quando... Ãh?!?! ...Chuvisco?!?!
É quando o
apontador joaninha se dá conta de onde o piloto está e grita: “Chuvisco! Volte
pra cá seu boneco doido. Você não sabe que aí você corre perigo?”
Mas Chuvisco não
ouve mais o que Tufilo diz, e caminha em direção a estante alta. A estante onde
o Boneco Branco fica guardado. Algo lhe chama para aquela direção, mas ele não
sabe explicar bem o que é, e segue seus instintos. Ao chegar de frente a
estante, o piloto olha para o cantinho onde fica o grande boneco, e lá não há
nada. O boneco não está lá. Chuvisco entra em pânico, se lembra da história do
“Monstro da Noite” e pensa o pior.
Nenhum comentário:
Postar um comentário